Uma amiga minha citou uma frase bastante interessante sobre alguém que ela conhece. Ela disse-me que sua amiga se apaixona pela pessoa e não pelo sexo. Não importa que seja homem ou mulher. O que importa é a pessoa.
Isso me fez lembrar das minhas dedicadas horas aos estudos de gênero, aprendendo que este nada mais é que uma construção sócio-cultural. Ser homem, ser mulher, ser o que mais exista, depende de onde moramos, qual cultura estamos inseridos. Alguém pode questionar, ou apenas falar que a partir do sexo sabemos quem é homem ou quem é mulher. Eu responderia concordando com o fato dos sexos
biologicamente e esteticamente visíveis serem diferentes, mas nunca concordaria com o fato de a partir da biologia você denominar o que eu vou ser ou o que sou. Seria reduzir demais o ser humano ao sexo, a natureza. Somos complexos, e a complexidade se faz em todos os sentidos. Uma mulher indiana jamais será como uma mulher brasileira, assim como um homem português não será igual ao homem chinês. Ás vezes, características típicas de "feminilidade" numa cultura, podem ser de "masculinidade" em outra. Tudo varia de acordo com o lugar. Então como definir uma categoria universal de homem e mulher? Impossível. A não ser que fiquemos restringidos ao sexo, o que não concordo.
Quando falo de sexo, refiro-me aos órgãos genitais e não ao ato de fazer sexo.
Acredito que exista prazer de todas as formas, e que podem ser encontradas no mesmo sexo ou não. Julgar o amor pelo campo biológico aí sim é racionalizar demais algo destituído de tanto raciocínio que é o amor.