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Tuesday, February 1, 2011

Resenha de "O Enigma do Fogo Sagrado", de Hermes Lourenço

Esta edição de "O Enigma do Fogo Sagrado", apesar de, à primeira vista, não parecer, é apenas o primeiro volume do que me parece ser uma trilogia. O nome dela, então, é "O Enigma do Fogo Sagrado", enquanto o nome do livro em si é "A Irmandade da Rosa Branca.
O autor nos insere em uma história ao melhor estilo Dan Brown - ou, pelo menos, foi o que me pareceu -, com muita investigação e ação. Nicolas Flynth é, aparentemente, o investigador mais famoso do mundo, reconhecido a partir de uma missão anterior, e é convocado para auxiliar nas investigações de roubos milionários de contas de políticos corruptos pelo mundo. A princípio, a investigação parece supérflua e fácil de ser resolvida, mas, conforme a história avança, o enigma se mostra maior e com proporções muito diferentes das imaginadas no começo.
A leitura é fácil e divertida, um ponto muito interessante do livro. Realmente não gosto de livros que me fazem ter de fazer esforço para continuar lendo - afinal de contas, é lazer -, e esse, felizmente, não é um deles. "A Irmandade da Rosa Branca" é uma leitura que considerei leve e muito prazerosa. Demorei cinco dias para ler, então, ruim não pode ser.
A história poderia ser ainda melhor se fosse desenvolvida em um ritmo mais lento. Alguns acontecimentos são rápidos demais, e, se houvesse um pouco mais de suspense e desenvolvimento das situações, seria ainda melhor.
O fato de a história se passar em Buenos Aires, uma história investigativa que geralmente se passa em outros países e continentes, além do fato de o autor ter realmente conhecido o lugar e poder ter dado mais veracidade a ele, foi muito bom.
Uma coisa que realmente me incomodou, no entanto, foi a falta de uma revisão decente por parte da editora, que deixou algumas partes em um estado triste. Algumas falas de personagens não foram indicadas com o travessão, à frente, o que pode complicar um pouco a leitura. Vírgulas em excesso ou a falta delas também foram um problema. Infelizmente, com uma boa revisão por parte dos editores, isso teria sido evitado. Afinal de contas, vi um erro de digitação, completamente normal por parte do autor, em que a palavra estava escrita "tod/s", com uma barra no meio. Qualquer revisor perceberia isso.
Outra coisa que poderia ser melhorada seria, por exemplo, no começo da história, a primeira investigação, quando Nicolas descobre qual deveria ser seu destino. Ele descobre isso através de uma foto de uma rosa e pegando as iniciais das palavras das duas primeiras linhas de diversos documentos, descobrindo o nome do aeroporto de Buenos Aires, Ezeiza. Faria mais sentido se pudéssemos ler os trechos dos documentos, para descobrir por nós mesmos, ou participar da descoberta. Assim, parece que Nicolas descobriu tudo sozinho, como num passe de mágica.
Por último, seria ainda mais interessante se os personagens tivessem sobrenomes. O único que tem é o Nicolas Flynth, e o fato de os outros não terem me deixou incomodado, por algum motivo!
Apesar disso, o livro é um ótimo divertimento, e a única coisa que me deixou definitivamente triste foi o fato de que ainda tenho que esperar o livro dois...
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