Um mundo sem violência, sem fome, sede. Um mundo no qual todas as pessoas poderiam viver em paz, juntas ou separadas, sem se importar com aparências, com o que os outros iriam pensar, ou com qualquer coisa superficial que existe no mundo em que vivemos. Um lugar no qual as pessoas se amassem acima de tudo, que pregassem uma doutrina de amor e compaixão o tempo inteiro... um lugar... um lugar onde os zíperes se fechariam sozinhos.
Quem nunca foi pego de surpresa por alguém, cochichando em seu ouvido: "Cara, você tá com o zíper aberto."; ou quem nunca foi "tirado" por alguém a respeito disso? Coisas como "O passarinho vai fugir", ou alguma coisa tão ridícula quanto isso.
De qualquer maneira... é uma situação não-muito-agradável, ou, desagradável, logo. Não é legal. Porque, geralmente, isso acontece quando estamos nos achando!
Sério!
É naquele dia que você acordou se achando o garanhão do pedaço e que está caminhando de um jeito diferente só pras pessoas notarem você. Aquele dia em que você penteou o cabelo de um jeito diferente... ou simplesmente penteou ele, né. Porque tem gente (como eu) que nunca penteia. Ou é aquele dia que você colocou seu tênis, camiseta ou calça novos, e tá se achando o gás da Coca. Então você está parado contra uma parede, comendo um enroladinho de salsicha e chega aquela guria trigata que você tá de olho há muito tempo, com um sorrisinho malandro na cara. "Ha, já peguei!", e ela vem e fala: "Fabio, teu zíper tá aberto!".
E, subitamente, tudo que você construiu até aquele dia, sua reputação, seu ego, sua auto-estima caem por terra, desabam como um castelo de cartas quando sua mãe liga o ventilador por perto. Você perde o chão, sente como se sua vida não tivesse mais valor algum. Qual é o sentido da vida, afinal? Qual o maldito sentido da vida, se meu zíper está aberto?
E você, derrotado, sucumbe à vontade da sociedade de manter seu zíper fechado, se resigna, se rende às pessoas e à boa etiqueta e, aterrorizado, olha em volta para ver se alguém mais percebeu que você estava com o zíper aberto. E percebe, então, que a única pessoa que não percebeu seu zíper aberto foi... você mesmo.
O que resta de sua vida, então?
O QUE RESTA?
Resta apenas desistir de todos os seus sonhos, abrir mão de suas conquistas, mudar de nome, de cidade e, quem sabe, de país. Tudo terminado, destruído, concretado debaixo de uma casinha de cachorros por um zíper aberto. Ó que vida e mundo injustos!
Por isso, já estou patenteando em cartório minha nova invenção... a primeira, na verdade. Estou chamando-a de zíper auto-fechante, que é exatamente o que ela faz. Para evitar todo o sofrimento causado por um zíper aberto, vou tentar melhorar a sociedade pelo menos nesse sentido. Só tenho de calcular um pouco mais o tempo médio que as pessoas demoram para fazer suas necessidades. Quero dizer, não queremos que o pinto de ninguém fique preso no zíper. Se já é ruim no pescoço, quando colocamos casacos, imagina lá?
Aceito encomendas. Pra quem mora em Santa Maria, tenho à pronta-entrega.
ZÍPER AUTO-FECHANTE, UMA INVENÇÃO INOVADORA E COMPLETAMENTE AUTO-SUSTENTÁVEL DE FABIO BRUST!
DE 599,90 POR 49,90!!
>>APROVEITE<<, É POR TEMPO LIMITADO!
Funciona com baterias de lítio e deve ser recarregado todas as noites, de 1h a 10h, dependendo do número de vezes que a pessoa vai ao banheiro. Ofertas válidas apenas enquanto durarem os estoques.
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E participem da PROMOÇÃO PO**A!!!
