Não sou do tipo de garota alucinada por moda, gosto de vestir não aquilo que é tendência, mas o que me faz bem e combina como meu estilo, porém tenho dado uma atenção maior a este mundo “fashion”.
Aconteceu recentemente o maior evento de moda do Brasil, o São Paulo Fashion Week. A semana proporcionou ao público a observação do que vem por aí no verão, e olha que o inverno mal começou hein?
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Assisti alguns desfiles pelo canal GNT, e confesso que alguns foram bem enriquecedores para mim como a grife Reserva do jovem estilista Rony Meisler. O vestuário inspirado numa viagem feita a Cuba pelo estilista, me encantou pela beleza e pelo conteúdo.
Em entrevista a Lilian Pacce, Meisler comentou que a visita ao país o deixou comovido. “As pessoas não tem acesso ao que os outros países tem, nas livrarias só tem informações sobre a revolução, os canais televisivos falam sobre o mesmo assunto”, disse. Ou seja, na opinião do estilista, as pessoas não tem como sentir inveja daquilo que a gente tem acesso e vivem felizes, mesmo em uma ditadura. São as contradições do regime político do país.
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A grife Tufi Duek também me deixou encantada. As roupas versavam pelo estilo tribal, com cores vivas misturadas ao preto, combinação que eu particularmente adoro. O estilista responsável pelo design do vestuário é o Eduardo Pombal, e ele explicou que também usou alguns materiais como o plástico, que estão invadindo as tribos indígenas. Na verdade, o tema do desfile da marca, fala um pouco sobre a invasão tecnológica na cultura indígena. Achei linda a apresentação, nota 10.
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Como nem tudo são flores, queria deixar registrada a minha indignação com o Samuel Cirnansck. Ele colocou as modelos amarradas com mordaças na boca durante o desfile. Em entrevista a Lilian Pacce, ele explicou que mesmo desta forma elas pareciam felizes com a beleza do que estavam vestindo. Absurdo não? Gostei da resposta da Lilian: “Eu não me sentiriam bem amarrada ou amordaçada”.
Tudo bem que ele queria falar de fetiche e tal, mas pra que colocar as mulheres daquela forma? Ficou esteticamente e conceitualmente horrível. As roupas estavam lindas, mas só de ver as modelos daquele jeito eu senti repulsa, indignação, meu espírito feminista gritou com aquilo. Horrível mesmo, e não precisou nem falar muito, no dia da apresentação de Samuel, seu nome ficou entre um dos assuntos mais comentados do twitter, dentre os elogios, muitas críticas.
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E fugindo do padrão apresentado no SPFW, a revista Época publicou uma matéria sobre a modelo Fluvia Lacerda, ela está fazendo sucesso nos Estados Unidos por conta dos seus quilos a mais. Isto mesmo, a Fluvia trabalha para a moda estilo GG, e uma das frases mais lindas que ouvi dela foi “Combinei com o meu médico que enquanto eu estiver saudável, não subo na balança”. Ou seja, saúde não tem nada a ver com magreza, né pessoal, e convenhamos que muita gente não tem o corpo das modelos magrinhas e é horrível ir numa loja e não ter o seu tamanho. Mas, isso é assunto para um outro post.