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Wednesday, September 28, 2011

Conversa de mulher para mulher sobre sexo


Uma adolescente de 16 anos, em pleno vapor hormonal, conversa com a mãe sobre o início de sua sexualidade. Diferentemente do que cotidiano, o diálogo entre as duas aborda o assunto de maneira singular.

- Quero conversar contigo sobre algo vergonhoso, porém divertido.

- O que minha filha?

- Sabe aquela última festa que fui com as minhas amigas? Descobri que adoro beijar. Conheci um garoto super inteligente, que adora conversar e passamos alguns momentos na boate discutindo poesia.

- O que tem de vergonhoso nisso minha filha? Foi o seu primeiro beijo?

- Sim mãe, mas não parou por aí. Eu não “fiquei” só com o Matheus (assim chamava-se o garoto). Jorge, Flávio, Alexandre, Paulo, Rogério, Liedson, Roberto e alguns que eu nem perguntei o nome foram alvo de beijos.

- Nossa filha, que disposição. Você sim é uma pegadora! Que orgulho! Já começou a adolescência bem! Isso é a vida, tem que curtir antes do desastre do casamento e experimentar de tudo.

- Não acredito que você está elogiando a minha atitude!

- Mas é claro. Veja o meu exemplo. Eu só beijei o seu pai, só transei com ele, não sei nem se é bom ruim e isto é óbvio, pois não tenho como comparar já que meu relacionamento sexual se restringiu a uma só pessoa. 
E você tem a oportunidade de experimentar vários!

- Por um lado você está certa, mas tenho certeza que amanhã o colégio inteiro vai me chamar de “piriguete”!

- Ora filha, não há porque ligar para este termo, pelo contrário, você deveria se orgulhar, afinal toda piriguete tem liberdade, não é submissa e faz o que quiser sem precisar de permissão de homens ou adaptar-se a convenções machistas.

- Nossa, nunca tinha pensando assim. Amanhã mesmo farei uma camisa bordada com a frase: “piriguete com muito orgulho”.

- É assim que se fala. E além de beijos, você experimentou algo mais?

- Mãe, rolou umas mãos bobas e para falar a verdade a sensação foi boa. Senti um calor forte, algo anormal, mas priorizei a minha virgindade, afinal nem 18 anos tenho ainda.

- E desde quando existe manual de idade para o sexo?  Está tudo errado. Filha, escute. Quando você sentir desejo deve provar o sabor e não ficar angustiada ou sentindo-se culpada por isso, ou pela idade. Não tem nada a ver. A primeira informação que você deve ter em mente é o uso da camisinha para prevenção de doenças e gravidez.  Outro ponto importante é a escolha da pessoa. Não pode ser qualquer um, pois infelizmente vivemos numa sociedade machista onde certas restrições são impostas. Digo isso porque um rapaz, aparentemente bem vestido e bonito pode querer forçar algo que você não queira e cometer estupro.

- Então eu posso transar mesmo não tendo 18 anos?

- Claro meu bem, você poder fazer sexo quantas vezes quiser e com quantos homens optar, desde que se cuide. Mas a experiência é fundamental. Conheço tantas mulheres que casaram com homens incapazes de fazê-las felizes na cama. Tudo isso por falta de conhecimento.

- Mãe, jamais esperava ter essa conversa contigo!

- Minha filha, eu quero para você o que não pude ter, começando pela sexualidade. Há outros pontos que temos que debater, mas fica para outro dia.  Sempre confie e em mim como uma amiga e não como um ser superior que controla suas ações.

- Eu tenho a melhor mãe do mundo!
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