Já faz tempo que você se foi e eu não canso de olhar para as fotos com medo de perder sua imagem dos meus pensamentos. O som da sua voz ainda me encanta e agradeço por ter vídeos gravados em momentos de alegria que nós compartilhávamos do amor avó-netinha.
Prefiro vivenciar minha saudade em silêncio, não gosto de falar ou conversar sobre sua passagem, afinal meus olhos não sabem fingir a dor e logo lágrimas sobressaltam como prova do precioso sentimento que existe em mim.
A saudade é uma caixinha aberta dentro do coração e a cada momento transborda, causando leve impacto no peito, dá pra sentir sempre e toda vez que fomento essa emoção ela parece pulsar, mais até que o próprio coração, causando certo desconforto.
Penso no futuro, nas atividades que planejo e não deixo de analisar se você ficaria orgulhosa com tal atitude ou não. De qualquer forma, continua sendo um guia na minha vida, mesmo não existindo mais.
E hoje, quando caminho pelas ruas e vejo alguém com idade semelhante ou aspectos físicos parecidos, fecho os olhos e você aparece automaticamente, como uma idéia que ascende quando a gente menos espera. Você, afinal é minha idéia principal, um amor inclassificável, algo que não tenho como expressar.
A gente perde tantas coisas pelo meio do caminho, algumas ficam perdidas e até esquecemos, outras guardamos na tal caixinha que mencionei antes. Este local não tem chave porque é para sempre, todo sentimento posto lá não retroage, é eterno e você minha bonequinha é assim pra mim, imortal nos meus pensamentos.
