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Friday, October 7, 2011

Emerson Fittipaldi analisa campeões da nova geração: 'Vettel é excepcional'

Bicampeão mundial considera Fernando Alonso 'o mais completo', crê que Felipe Massa pode voltar a vencer e critica postura de Lewis Hamilton na F-1

Por Alexander Grünwald São Paulo
emerson fittipaldi no GP do canadá 2010 (Foto: agência Getty Images)Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart marcaram a década de 1970 na Fórmula 1 (Foto: Getty Images)
Integrante de uma geração que fez história nas pistas da Fórmula 1, Emerson Fittipaldi continua de olho nos talentos que brilham na categoria. Para o bicampeão do mundo, a safra atual, que tem vários campeões em confronto direto, demonstra que o piloto, apesar de toda a tecnologia, continua fazendo a diferença.

O primeiro brasileiro a vencer na categoria destaca o talento natural de Sebastian Vettel, que está com a mão na taça desta temporada, e Lewis Hamilton, embora ressalte que ainda falta maturidade a ambos.

Um ponto favorável à aparição de novos talentos, segundo Emerson, é a ajuda oferecida pela tecnologia, tanto no uso de simuladores quanto na leitura de dados via telemetria. Algo que, segundo ele, potencializou o aprendizado de jovens campeões, como Lewis Hamilton e Sebastian Vettel.

- Atualmente, é possível começar cada vez mais cedo, porque há um leque imenso de informações à disposição do piloto. Cada centímetro de pista percorrido por ele pode ser analisado, e desta forma ele se concentra apenas em aplicar seu talento natural na pilotagem. Neste aspecto, Vettel e Hamilton estão acima da média. O alemão é excepcional, 'casou' com este carro da RBR de uma forma que acontece raramente. Já o Lewis, outro talento acima da média, precisa domar seu ímpeto, para não prejudicar a própria carreira – frisa Emerson, que defendeu a equipe McLaren mais de 30 anos antes da chegada de Hamilton à Fórmula 1.

Alonso Vettel GP de Valência (Foto: Reuters)Bicampeão mundial considera Fernando Alonso e Sebastian Vettel referências na F-1 atual (Foto: Reuters)
Citando a ‘pilotagem fina’ de Jenson Button e a velocidade e Felipe Massa, Emerson considera Fernando Alonso o mais completo piloto em atividade.

- O Alonso é aquele tipo de piloto que sabe extrair o máximo do carro em qualquer situação, e isso ficou claro pouco antes de ir para a Ferrari, quando guiou uma Renault pouco competitiva. Um carro difícil, que classificava no meio do grid, mas que ele levava aos pontos constantemente. É o mais completo da Fórmula 1 – analisa o ex-piloto, que detém o mesmo número de títulos do espanhol na categoria.

Bicampeão acredita na recuperação de Massa

Defensor de Felipe Massa, Emerson Fittipaldi crê que o brasileiro continua veloz como antes, e reforça a qualidade de Jenson Button nesta fase em que cuidar dos pneus é algo determinante para um bom resultado. De quebra, aposta em mais um nome para se juntar ao pelotão de elite da categoria.

- Gosto muito do Nico Rosberg, que tem talento, mas não tem um carro competitivo. Na Fórmula 1, você depende disso para chegar lá, mas o piloto, ainda assim, continua fazendo a diferença. É o caso do Button, que sabe gerenciar o consumo de pneus com uma pilotagem fina e às vezes se aproveita disso para ganhar posições na parte final da prova. Os pneus, aliás, tem sido o problema do Felipe. Ele é muito talentoso, sua velocidade continua lá, só precisa desenvolver uma forma de acertar o carro para aquecê-los da melhor forma, porque é tão rápido quanto o Alonso – salienta o detentor de 14 vitórias na principal categoria do automobilismo mundial.

Felipe Massa Ferrari GP da Turquia (Foto: Getty Images) 
Para Emerson Fittipaldi, Felipe Massa continua veloz e ainda pode voltar a vencer (Foto: Getty Images)
Questionado sobre qual dos atuais campeões mais se aproxima de seu próprio estilo, Emerson prefere ressaltar a dificuldade em comparar diferentes épocas, citando os corajosos pilotos das provas de Grand Prix, antecessoras da Fórmula 1.

- Posso dizer é que impossível comparar pilotos de diferentes gerações, porque senti isso na pele ao guiar um carro de corrida da Mercedes que competiu nos anos 30, uma máquina de 650 kg e cerca de 700 cavalos de potência. Tudo era rudimentar, a segurança era zero, e o piloto tinha que se preocupar até a posição de guiar, se segurando nas curvas, para se manter ao volante. Era bem diferente dos dias de hoje. Aqueles caras eram heróis – admite o piloto, que também venceu duas vezes as lendárias 500 Milhas de Indianápolis.



Fonte: globoesporte

Disponível no(a):http://globoesporte.globo.com
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