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Sunday, November 14, 2010

Sobre a passagem do tempo

Essa fotinha linda aí de cima é da minha cadela, Rubi, ou, no registro, Ibiza do Vale da Neblina. Bem, isso não vem ao caso! Fato é que eu estava olhando meus cachorros, no outro dia, e percebi quantas saudades eles têm de mim e da Julia, minha irmã. Quando voltamos para Três Passos (nossa cidade natal), eles simplesmente ficam enlouquecidos de felicidade! Choram de alegria e abanam os rabos de um jeito engraçado!
Mas esse é um post filosófico sobre a passagem do tempo, o que é que meus cachorros têm a ver com a passagem do tempo?
Acontece que eu fiquei pensando em quantas vezes a gente fica esperando por alguma coisa que queremos muito e quantas vezes isso faz com que o tempo pareça passar mais devagar. Assim como se estamos fazendo alguma coisa bacana o tempo simplesmente voa. E quando estamos fazendo alguma coisa entediante, o tempo simplesmente se recusa a passar.
O problema, então, é que quando fazemos algo interessante, não marcamos o tempo. Quando estamos entediados, ficamos marcando o tempo que passa. Contamos os segundos, marcamos os minutos, fazemos contagem regressiva para a hora em que aquilo vai terminar ou ficamos olhando no relógio para ver quanto tempo já passou.
Esse é o problema!
Se não olhássemos para a hora, então, as coisas aconteceriam muito mais rapidamente. Nossa, eu quero tanto que cheguem as férias... se não contarmos os dias para que elas cheguem, se não percebermos em que dia estamos, se é terça, sexta, domingo, o que quer que seja, certamente nem vamos notar quando as férias chegarem, de tão tranquilos que vamos estar.
Por isso li, uma vez, a respeito de uma teoria: colocamos um cachorro manco e um homem em perfeitas condições em uma corrida de 100m. Quem venceria?
O cachorro manco, certamente. O homem em perfeitas condições teria em sua mente que quer chegar ao final dos 100m, o cachorro não entende a regra de até onde deve chegar, e apenas corre. O homem vai com o objetivo na cabeça, e o simples fato de ter um objetivo o limita e lhe tira a velocidade que o cachorro tem por apenas correr.
Então vamos tratar o tempo e nossos problemas como o cachorro manco. Se não nos preocuparmos com o objetivo (como quando contamos as horas, os minutos, os segundos), se apenas quisermos avançar, logo alcançaremos nosso objetivo ou ultrapassaremos nosso problema, sem nem ao menos nos darmos conta disso. (Teoria do cachorro manco e homem saudável retirada do livro "O Dia das Formigas" de Bernard Werber)
Então eu fico pensando que deve ser assim que meus cachorros agem. Para eles, eu e minha irmã simplesmente desaparecemos, e eles não têm consciência de quando vamos ou se vamos voltar. Assim, o tempo passa tranquilamente para eles, e, quando chegamos, tudo se torna alegre de uma maneira tão interessante...
Se é que vocês me entendem.
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"Agora eu Morro", à venda nas melhores livrarias! :D
(Em breve eu arrumo os links pra colocar aqui, de novo)
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