A mulher considerada como a pessoa mais velha do mundo morreu na madrugada desta terça-feira (21). Não a conhecia, mas assim que vi a notícia fiquei pensando como deve ser ter 114 anos de sobrevivência.
As experiências, as alegrias, as tristezas, será que é possível lembrar de tudo? Eu com 23 anos, não consigo, imagine com mais de cem... O fato, é que nessa idade já se observou tanta ações e mesmo assim há algo novo a aprender.
A gente nunca sabe tudo, não há como! Cada lugar do mundo possui uma cultura diferente, afazeres distintos, se há algo que a gente pode dizer que é único, é a nossa vida. Hoje, podemos participar da mesma corrida, mas nunca vou poder detalhar a cena com a mesma precisão que você, ou com o mesmo cenário, nosso olhar é individualizado, e isso é bonito. Já pensou do que seriam os escritores, se todos compartilhassem da mesma opinião ou visão do mundo? Seria um tédio ler livros.
Mas voltando ao assunto dos 114 anos, eu estava conversando com uma amiga minha ontem, e revelei que tenho um “espírito” idoso. Não sou chegada a aventuras, saídas e noitadas longas, curto mesmo é ficar comigo mesma ou na companhia das pessoas que amo. E com cem anos, como será que vou ficar? Será que nesta idade é que vou ter desejos radicais?
Será que foi assim com Vó Quita, a pessoa mais velha do mundo. A mineira sofria de pneumonia e já andava há um bom tempo com cadeiras de rodas. Sobrevivia com um salário mínimo. Parece triste esse final e a gente sempre espera que os finais sejam felizes.
Acho que está na hora desses desenhos mostrarem a realidade,a vida é complexa, não é como os contos e a gente cresce movida a esse sentimento de que tudo no fim dá certo. E muitas vezes não é assim. A gente sempre quer mais e mais.
Nos 23 anos de vida que possuo hoje, de fato, posso afirmar que a felicidade é momentânea, sempre há um obstáculo a se conseguir ultrapassar, quando o objetivo é alcançado, surge outro, e é assim a nossa vida, um ciclo vicioso.

