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Thursday, July 21, 2011

É bom ter esperança, ruim é depender dela



Há meses guardei-o num canto bem escondido. Não queria lembrar-me de sua existência que gerou tantos momentos insonháveis, e no fim, acabou como poeira levada ao vento.

Ahh.. os sonhos. A gente tenta fazer de tudo para que sejam realizados e quando não conseguimos a frustração nos envolve. De um jeito ou de outro estamos sempre com um pé no passado, as recordações rondando os pensamentos com imagens de alegria que não nos deixam em paz.

Felicidade demais incomoda. Perturba os outros como forma de inveja e te deixa dependente quando você não mais a tem. É como uma garrafa de vodca, você bebe aos poucos saboreando cada gota e quando termina, você quer mais, mais e mais. A diferença é que tem vodca boa e barata para comprar a qualquer momento, e a felicidade, se compra?

A minha estava guardada num case de baixo esquecido. Cada música que ouvia lembrava os momentos de composição, as aventuras de ensaio, a dificuldade para se obter aquilo que se quer e principalmente a companhia transfigurada em amizade.


Mas a gente muda. Não sou mais a mesma e elas também não. Eu já não me reconheço em certas atitudes e elas...eu nem sei mais. No entanto, algo não nos deixa cair em esquecimento, estamos sempre unidas, mesmo que distantes. As notas fazem isso. Elas se entrelaçam uma na outra, formando o que chamamos de música e para nós, o sentido da vida reside ali.

Passamos meses envolvidas em mil atividades, nada relacionado a música e quando temos a oportunidade de conversar, o assunto volta em chamas, como a Fênix que retorna das cinzas. Não é a primeira vez que isto acontece. Já revivemos isso em incontáveis momentos, parece uma espécie de Deja Vú chiclete, difícil de retirar.

No entanto, quando o sentimento comum é reacendido eu não tenho escolha, abro a porta para um novo mundo e vou caminhar para o que tiver que ser.

Tuesday, July 5, 2011

Felicidade é sonhar indo ao tão desejado show



Desde os meus 13 anos, quando presenciei o ensaio de uma banda de rock pela primeira vez, fiquei encantada pelo contra-baixo. A partir de então comecei a pesquisar sobre o assunto, desejei ter o instrumento e aprender a tocá-lo.

Confesso que passados 10 anos, sei muito pouco sobre técnicas, manuseio e composição. Aprendi a tocar a partir de textos da internet e vídeos. Tentei me aventurar numa aula, mas o professor não tinha didática para ensinar e foi traumatizante para mim.

Desde então, tive algumas bandas, comecei a compor, mas nada que me agradasse de verdade.  Uma das minhas primeiras influências musicais foi a banda Red Hot Chili Peppers, dona de um som eletrizante, eu admirava ainda mais o grupo por causa do baixista Flea, até hoje o considero o “cara”,  criativo demais.

Infelizmente não conseguia tocar as músicas do grupo, apenas Otherside, que tem a melodia menos complicada, na verdade é até fácil. Já as outras, nem me aventurei, velocidade e diferencial é o que fazem de Flea, o the Best do baixo, na minha humilde opinião.

E hoje, enquanto visitava os sites de informações soube que a banda fará uma apresentação em São Paulo no dia 21 de setembro, além de presença confirmada no Rock in Rio.

 O valor dos ingressos para o último evento estavam até acessíveis, mas acabou muito rápido e eu não pude comprar! Este em SP, a pista Premium, que é a melhor custa R$ 500. Fiquei triste na mesma hora! Por que custa tão caro ver um artista que a gente gosta? Pior, que não é só ingresso, tem passagem, hospedagem, juntando tudo não sai por menos de mil reais esta diversão.

Como eu não posso me dar ao luxo disso, vou ficar aqui no computador escutando as músicas antigas da banda e algumas novas, quem sabe eu não sonhe indo ao show e tenha uma bela experiência, vamos torcer!

Tuesday, June 21, 2011

A pessoa mais velha do mundo e questões sobre felicidade


A mulher considerada como a pessoa mais velha do mundo morreu na madrugada desta terça-feira (21). Não a conhecia, mas assim que vi a notícia fiquei pensando como deve ser ter 114 anos de sobrevivência.
As experiências, as alegrias, as tristezas, será que é possível lembrar de tudo? Eu com 23 anos, não consigo, imagine com mais de cem... O fato, é que nessa idade já se observou tanta ações e mesmo assim há algo novo a aprender.

A gente nunca sabe tudo, não há como! Cada lugar do mundo possui uma cultura diferente, afazeres distintos, se há algo que a gente pode dizer que é único, é a nossa vida. Hoje, podemos participar da mesma corrida, mas nunca vou poder detalhar a cena com a mesma precisão que você, ou com o mesmo cenário, nosso olhar é individualizado, e isso é bonito. Já pensou do que seriam os escritores, se todos compartilhassem da mesma opinião ou visão do mundo? Seria um tédio ler livros.

Mas voltando ao assunto dos 114 anos, eu estava conversando com uma amiga minha ontem, e revelei que tenho um “espírito” idoso. Não sou chegada a aventuras, saídas e noitadas longas, curto mesmo é ficar comigo mesma ou na companhia das pessoas que amo. E com cem anos, como será que vou ficar? Será que nesta idade é que vou ter desejos radicais?

Será que foi assim com Vó Quita, a pessoa mais velha do mundo. A mineira sofria de pneumonia e já andava há um bom tempo com cadeiras de rodas. Sobrevivia com um salário mínimo.  Parece triste esse final e a gente sempre espera que os finais sejam felizes.

Acho que está na hora desses desenhos mostrarem a realidade,a vida é complexa, não é como os contos e  a gente cresce movida a esse sentimento de que tudo no fim dá certo. E muitas vezes não é assim. A gente sempre quer mais e mais.

Nos 23 anos de vida que possuo hoje, de fato, posso afirmar que a felicidade é momentânea, sempre há um obstáculo a se conseguir ultrapassar, quando o objetivo é alcançado, surge outro, e é assim a nossa vida, um ciclo vicioso.
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