Origem/Ano: EUA, 2011
Duração: 124min
Gênero: Ação/Aventura
Diretor: Joe Johnston
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Sinopse:
É 1942, a América entrou na Segunda Guerra Mundial, e o doente mas determinado Steve Rogers se frustra mais uma vez ao ser rejeitado para o serviço militar. Tudo muda quando o Dr. Erksine o recruta para o projeto secreto "Renascimento". Provando sua extraordinária coragem e consciência, Rogers participa do experimento e seu corpo fraco subitamente se transforma para o máximo do potencial humano. Quando o Dr. Erksine é assassinado por um agente nazista da HYDRA, um departamento secreto de pesquisa germânico, liderada por Johann Schmidt - também chamado de "Caveira Vermelha" -, Rogers é usado erroneamente como garoto-propaganda da guerra. No entanto, quando seus companheiros precisam dele, Rogers entra em uma aventura de sucesso, quando realmente se torna o Capitão América e sua guerra contra Schmidt realmente começa.
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Crítica:
Antes de mais nada, devo mencionar o fato de que, ano que vem, sai o filme "Os Vingadores" - uma espécie de aglomeração dos principais heróis da Marvel (que criou o Capitão América, para começar), como Hulk, Thor, Homem de Ferro e, logicamente, Capitão América. Os Vingadores surgiram em contraposição à Liga da Justiça de DC Comics, que também é uma espécie de "mashup" dos principais heróis dos quadrinhos.
A Marvel, no entanto, deu um passo à frente para trazer essa junção de heróis para o cinema. Li em algum blog de cinema que, para lançar o filme do ano que vem, só faltava o líder dos Vingadores ser introduzido ao grande público: o Capitão América. Todos os outros já haviam sido apresentados. E, pelo que parece, foi apenas para isso que o filme "Capitão América: O Primeiro Vingador" surgiu. Ele pode até parecer um flashback na história de "Os Vingadores", se você pensar bem. O mínimo prólogo, com, nos dias atuais um grupo de exploradores encontrando o escudo do Capitão em meio à neve, serve como parâmetro para começo do flashback, e o final do filme, como o término. Quando o filme termina, dá até a impressão de que não passa de um prólogo ao do ano que vem, ao contrário de um filme em si.
O quê é uma pena. A ambientação, o clima do filme, a maneira como é contada, tudo é ótimo. O fato de a história de passar durante a Segunda Guerra dá um estilo diferente ao filme. Comparando com "Homem de Ferro", por exemplo, parece que "Capitão América" é muito mais realista e convincente. Os personagens são fortes e verossímeis. Existe até uma passagem que trata sobre o que estudo, a comunicação, quando Steve Rogers é utilizado como um boneco para a campanha pelo serviço militar, se ignorando sua capacidade de efetivamente lutar na guerra. É muito interessante.
Os efeitos especiais também são ótimos, tornando as coisas bastante realistas. Não há nada que pareça ser de outro mundo, ou totalmente artificial. Até mesmo o efeito de energia no ar causado por um curioso bloco azulado (que não entendi direito de onde apareceu) parece orgânico, verdadeiro. Isso dá um tom melhor ao filme, algo que realmente me agradou. Os atores estão muito bem em seus papéis. O Capitão América parece realmente um exemplo a ser seguido (apesar do patriotismo americano que, felizmente, não foi exagerado como em outros filmes que o envolvem), com determinação e força. Sua relação com o melhor amigo poderia ter sido melhor explorada para dar um pouco mais de drama, mas nada que realmente atrapalhe a história. O pior personagem é provavelmente o Caveira Vermelha, o vilão. Ele é estereotipado demais, malvado em excesso, algo que o deixou totalmente irreal.
Algo a ser reclamado no filme é a falta de um clímax. O desfecho do vilão é tosco e sem grande emoção. O desfecho do personagem principal, também. Não há um clímax ou batalha surpreendente que se espera nesse tipo de blockbuster. Falta alguma cena que realmente nos deixe de boca aberta, com o queixo caído, surpresos com as imagens à nossa frente. A cena final também não impressiona. O que mais poderia enriquecer o filme nesse sentido seriam os momentos em que Steve Rogers e seus companheiros destroem diversas instalações da HYDRA, mas isso acontece muito rápido para que se possa ter algum tipo de grande emoção, com algumas transições com esmaecimento (pelo que lembro) que não empolgaram.
O filme é bom, sim, apesar da falta de um bom clímax. Conta uma história que interessa, bem ambientada na Segunda Guerra Mundial, com personagens carismáticos e um herói que convence. O desfecho, no entanto, é capaz de decepcionar qualquer um que não esteja previamente avisado do lançamento do filme do ano que vem com todos os heróis da Marvel. A história não se completa, e dificilmente se conseguiria colocar um final mais aberto do que o presente no filme. Ele, também, termina com o ambiente e estilo específicos do filme, o que incomoda um pouco. Seria melhor se o filme tivesse um final digno e que os crossovers fossem deixados de lado. Para quem não dá muita importância para as referências cruzadas entre as obras e heróis da Marvel, isso só termina com a graça do filme.
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Nota final: 4 de 5 estrelas
