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Monday, August 29, 2011

Tentativa de análise da crítica



O ato de criticar não é tão simples quanto parece. Da nossa fala podem sair inúmeras palavras, muitas delas constrangedoras, mas acredito que deva existir conhecimento diante da análise. Se não tenho olhar amplo sobre determinado assunto melhor buscá-lo e comentá-lo posteriormente do que explicar no momento a certeza de algo que não se tem.

Esse post surge como um desabafo na verdade. Estava assistindo uma aula e eis que um professor propaga determinada opinião sobre aquilo que perceptivelmente dava pra notar que não sabia nada do assunto.

Acusar alguém de terrorismo é algo grave. Depois de tudo que aconteceu no dia 11 de setembro nos Estados Unidos o controle sobre as pessoas e a vigilância aumentaram consideravelmente, e o preconceito então contra religião mulçumana nem se fala.

Durante as últimas eleições presidenciais de nosso país, Dilma Roussef foi qualificada como terrorista por alguns meios e propagandas políticas. Sem contexto, parece que as pessoas que se defenderam na época da ditadura militar ou lutaram por outro modo de governo foram acusadas de morte por simples diversão.

Levando a análise da crítica para outros meios, como Facebook, por exemplo, percebo como os internautas propagam opiniões e não refletem sobre o fim de determinada frase. No último domingo, houve a Parada Gay em Feira de Santana e um colega disse que era um nojo o que estava acontecendo por meios das redes sociais. Em poucos minutos, varias pessoas questionaram a frase e ele respondeu “o Facebook foi feito para postar pensamentos e esse é o meu, tenho direito”.

Claro que tudo vai cair no ponto do politicamente correto. Se você não gosta de gays vai querer expressar isso, mas esse direito acaba atingindo o direito do outro de ser livre e ter a opção sexual que deseja. Então até que ponto podemos opinar na internet?

Também vejo o lado positivo dos questionamentos. Afinal, quando este garoto, por exemplo, expõem uma frase preconceituosa acaba causando uma discussão onde pessoas de diferentes culturas e ponto de vistas sociais se cruzam e muitas vezes, produzem algo benéfico, claro quando não vira briga.  Geralmente é mais difícil ter desentendimentos no Facebook porque você está lidando com “amigos”, diferente do Twitter onde qualquer um pode visualizar seu comentário e proporcionar discussões maiores, que às vezes chegam até a nível nacional.

E você já aconteceu de falar algo e depois surgirem vários comentários por causa de uma frase no lugar errado? Relate para nós! Vamos promover a discussão do bem.

Saturday, August 27, 2011

Crítica de "O Rei Leão"

O REI LEÃO
Título Original: The Lion King
Origem/Ano: EUA/1994
Duração: 89min
Gênero: Animação/Aventura
Diretores: Roger Allers, Rob Minkoff
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Sinopse:
Um jovem príncipe leão nasce na África, fazendo seu tio Scar o segundo na fila para o trono. Scar acaba tramando com as hienas para matar o rei Mufasa e o príncipe Simba, de modo a se fazer rei. O rei é morto e Scar faz com que Simba acredite ser sua culpa, e ele foge para muito longe, com vergonha do que fizera. Depois de anos de exílio, ele é persuadido a voltar e sobrepujar o usurpador, reclamando para si seu reino e completando seu próprio "Ciclo da Vida".
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Crítica:
Lançado originalmente no ano de 1994, remasterizado em 3D e relançado na última sexta-feira nos cinemas, o Rei Leão é um clássico. Na Disney, é um dos filmes que figura na Platinum Edition, entre filmes como "Bambi", "A Branca de Neve", "Pinóquio" e "A Pequena Sereia". Ele agora parte para a Diamond Edition (ao ser lançado para Blu-ray e DVD, saindo dos cinemas), junto com "Branca de Neve", "A Bela e a Fera", "Bambi" e "A Dama e o Vagabundo". Nessas coleções, entram apenas as animações de sucesso estrondoso e muito clássicas da Disney. E, definitivamente, "O Rei Leão" deve ficar aí.
A história já é muito conhecida por todos, mas vale relembrá-la: esta é a história do príncipe leão Simba, que, ao nascer, incita a raiva de Scar, irmão do atual rei, Mufasa, por ser o próximo a tomar a coroa, em seu lugar. Scar trama, então, um plano para matar o rei e tomar seu lugar, ao fazer com que Simba fuja e desapareça por muitos anos. Já crescido, Simba deve voltar e assumir o trono, lutando contra a "tirania" de seu tio Scar. Nada de novo, levando-se em conta que esta é uma história clássica que muitas e muitas pessoas já assistiram. Esse é, afinal de contas, o filme mais vendido para exibição caseira de todos os tempos.
Imaginei que um filme de animação em 2D sendo convertido para o 3D ficaria com um efeito esquisito, artificial e com uma aparência de "camadas", como se simplesmente se houvesse colocado um dos desenhos sobre o outro. Felizmente, as coisas são bem diferentes. Esse é um 3D bastante interessante, com alguns efeitos legais como pássaros voando próximos da tela e coisas do gênero. Não há nenhum tipo de cena na qual objetos são jogados no espectador, já que o filme não foi pensado assim na época de seu lançamento original. Mesmo assim, o efeito funciona muito bem, de forma muito melhor do que eu achei que seria.
Há pouquíssimas mudanças em relação ao original. Há algumas melhoras na imagem, que agora é em alta definição (apesar de eu achar que deva existir alguma nova versão do filme também em HD). Acredito que a cena em que Mufasa aparece nas nuvens também foi modificada, e o momento em que elas aparecem em um plano aberto, retornando para o horizonte, não ocorre mais desse jeito. O céu aparece sem nuvens, o que fica um pouco fora de contexto. Além disso, quando Timão e Pumba acabam por salvar Zazu, preso em uma cela de costelas, a imagem se dobra e vibra para os lados. A ideia era fazer um efeito de colisão e luta, mas não funcionou muito bem, me deixando ligeiramente incomodado visualmente. O conjunto funcionou muito bem.
O som, no entanto, não é tão bom quanto poderia ser. Enquanto a imagem proporciona uma imersão na história, o áudio parece um pouco raso. Mesmo com alguns efeitos de localização, se é que esta é a palavra, como quando as hienas falam fora da cena e suas vozes parecem vir por detrás, parece que faltou alguma coisa. Não estou reclamando, é claro. É o áudio original, ainda que dublado. Se outra dublagem fosse feita, grande parte da magia do filme se perderia, de forma que é aceitável e muito bom que, apesar de não ser tão bom quanto poderia ser, o som continue sendo o que marcou minha infância. Incluindo, nisso, todas as famosas canções do filme, como "O que quero mais é ser rei" e, obviamente, "Hakuna Matata".
Quanto à história, é difícil falar a respeito de algo que marcou minha infância, além das infâncias de milhares de outras pessoas. Sou suspeito em dizer, mas "O Rei Leão" é uma bela história de amor, lealdade e, de uma forma esquisita, poder. Essa é uma daquelas histórias atemporais que continuarão atuais mesmo daqui a muitos e muitos anos. Certamente, um filme que mostrarei para meus filhos e que esperarei que eles mostrem para os filhos deles, para dar a eles um gosto de minha própria infância.
Só vale dizer que poucas sensações são comparáveis, pelo menos nesse âmbito, ao momento em que o filme começa e você percebe toda a sua infância voltando na forma de arrepios e sorrisos involuntários. A épica abertura é capaz de emocionar, de uma forma única, qualquer pessoa que tenha crescido com a imagem do Rei Leão na mente. Quando a música da abertura termina e, no preto, subitamente, surge o título, "O Rei Leão", você sabe o que vai acontecer. A sessão nostalgia acaba de começar.
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Nota final: 5 de 5 estrelas
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Trailer:

Sunday, August 14, 2011

Crítica de "Capitão América: O Primeiro Vingador"

Título Original: Captain America: The First Avenger
Origem/Ano: EUA, 2011
Duração: 124min
Gênero: Ação/Aventura
Diretor: Joe Johnston
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Sinopse:
É 1942, a América entrou na Segunda Guerra Mundial, e o doente mas determinado Steve Rogers se frustra mais uma vez ao ser rejeitado para o serviço militar. Tudo muda quando o Dr. Erksine o recruta para o projeto secreto "Renascimento". Provando sua extraordinária coragem e consciência, Rogers participa do experimento e seu corpo fraco subitamente se transforma para o máximo do potencial humano. Quando o Dr. Erksine é assassinado por um agente nazista da HYDRA, um departamento secreto de pesquisa germânico, liderada por Johann Schmidt - também chamado de "Caveira Vermelha" -, Rogers é usado erroneamente como garoto-propaganda da guerra. No entanto, quando seus companheiros precisam dele, Rogers entra em uma aventura de sucesso, quando realmente se torna o Capitão América e sua guerra contra Schmidt realmente começa.
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Crítica:
Antes de mais nada, devo mencionar o fato de que, ano que vem, sai o filme "Os Vingadores" - uma espécie de aglomeração dos principais heróis da Marvel (que criou o Capitão América, para começar), como Hulk, Thor, Homem de Ferro e, logicamente, Capitão América. Os Vingadores surgiram em contraposição à Liga da Justiça de DC Comics, que também é uma espécie de "mashup" dos principais heróis dos quadrinhos.

A Marvel, no entanto, deu um passo à frente para trazer essa junção de heróis para o cinema. Li em algum blog de cinema que, para lançar o filme do ano que vem, só faltava o líder dos Vingadores ser introduzido ao grande público: o Capitão América. Todos os outros já haviam sido apresentados. E, pelo que parece, foi apenas para isso que o filme "Capitão América: O Primeiro Vingador" surgiu. Ele pode até parecer um flashback na história de "Os Vingadores", se você pensar bem. O mínimo prólogo, com, nos dias atuais um grupo de exploradores encontrando o escudo do Capitão em meio à neve, serve como parâmetro para começo do flashback, e o final do filme, como o término. Quando o filme termina, dá até a impressão de que não passa de um prólogo ao do ano que vem, ao contrário de um filme em si.

O quê é uma pena. A ambientação, o clima do filme, a maneira como é contada, tudo é ótimo. O fato de a história de passar durante a Segunda Guerra dá um estilo diferente ao filme. Comparando com "Homem de Ferro", por exemplo, parece que "Capitão América" é muito mais realista e convincente. Os personagens são fortes e verossímeis. Existe até uma passagem que trata sobre o que estudo, a comunicação, quando Steve Rogers é utilizado como um boneco para a campanha pelo serviço militar, se ignorando sua capacidade de efetivamente lutar na guerra. É muito interessante.

Os efeitos especiais também são ótimos, tornando as coisas bastante realistas. Não há nada que pareça ser de outro mundo, ou totalmente artificial. Até mesmo o efeito de energia no ar causado por um curioso bloco azulado (que não entendi direito de onde apareceu) parece orgânico, verdadeiro. Isso dá um tom melhor ao filme, algo que realmente me agradou. Os atores estão muito bem em seus papéis. O Capitão América parece realmente um exemplo a ser seguido (apesar do patriotismo americano que, felizmente, não foi exagerado como em outros filmes que o envolvem), com determinação e força. Sua relação com o melhor amigo poderia ter sido melhor explorada para dar um pouco mais de drama, mas nada que realmente atrapalhe a história. O pior personagem é provavelmente o Caveira Vermelha, o vilão. Ele é estereotipado demais, malvado em excesso, algo que o deixou totalmente irreal.

Algo a ser reclamado no filme é a falta de um clímax. O desfecho do vilão é tosco e sem grande emoção. O desfecho do personagem principal, também. Não há um clímax ou batalha surpreendente que se espera nesse tipo de blockbuster. Falta alguma cena que realmente nos deixe de boca aberta, com o queixo caído, surpresos com as imagens à nossa frente. A cena final também não impressiona. O que mais poderia enriquecer o filme nesse sentido seriam os momentos em que Steve Rogers e seus companheiros destroem diversas instalações da HYDRA, mas isso acontece muito rápido para que se possa ter algum tipo de grande emoção, com algumas transições com esmaecimento (pelo que lembro) que não empolgaram.

O filme é bom, sim, apesar da falta de um bom clímax. Conta uma história que interessa, bem ambientada na Segunda Guerra Mundial, com personagens carismáticos e um herói que convence. O desfecho, no entanto, é capaz de decepcionar qualquer um que não esteja previamente avisado do lançamento do filme do ano que vem com todos os heróis da Marvel. A história não se completa, e dificilmente se conseguiria colocar um final mais aberto do que o presente no filme. Ele, também, termina com o ambiente e estilo específicos do filme, o que incomoda um pouco. Seria melhor se o filme tivesse um final digno e que os crossovers fossem deixados de lado. Para quem não dá muita importância para as referências cruzadas entre as obras e heróis da Marvel, isso só termina com a graça do filme.
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Nota final: 4 de 5 estrelas

Tuesday, August 9, 2011

Crítica de "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2"

Título Original: Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2
Origem/Ano: Reino Unido; EUA, 2011
Duração: 130min
Gênero: Aventura/Drama/Fantasia
Diretor: David Yates
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Sinopse:
Harry, Rony e Hermione procuram pelas Horcruxes restantes de Voldemort em seus esforços para destruir o Lorde das Trevas.
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Crítica:
Não há muito o que falar a respeito de Harry Potter que a maior parte das pessoas já não saibam. É uma das franquias de maior sucesso de todos os tempos no mundo literário e, também, no cinema. Uma franquia que durou muitos anos - mais até do que os que se passam na história - e que chega, agora, a seu triunfante final. Tanto que, na última semana, o último filme da série alcançou a grandiosa cifra de um bilhão de dólares em faturamento nas bilheterias ao redor do mundo, o que, definitivamente, não é pouca coisa.

O sucesso é estrondoso, é grande demais para ser definido em palavras. Essa é uma série de livros e filmes que marcaram as vidas de diversas pessoas, principalmente as que cresceram junto com ela, assim como eu. Através do tempo, foi-se percebendo a evolução da escrita de J.K. Rowling, autora dos livros, e com um aspecto mais sombrio na narrativa. O mesmo aconteceu com os filmes, que, através do tempo, melhoraram em um nível gritante, chegando a seu ápice com o último deles.

Levando-se em conta que é a "parte 2" de um mesmo filme, já era de se esperar que ele começasse sem introdução alguma. Ela já foi feita na "parte 1", de forma que o filme já começa com coisas acontecendo e ser dar tempo a você de se acostumar à história. Aos que não se lembram muito bem de o que aconteceu no primeiro filme, assim como seu final, pode ser complicado se adaptar e entender muitas das coisas que transcorrem logo de cara. Ainda assim, depois de pelo menos dez minutos já se volta ao clima agitado do filme.

Agora, pela última vez, acompanhamos o trio Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) em sua incansável luta contra Voldemort (Ralph Fiennes), e pelas Horcruxes: objetos que contêm partes da alma do vilão. Fora isso, não há muito o que dizer que não acarrete em spoilers, já que esse é, afinal de contas, o último capítulo da série, de forma que praticamente todo o enredo é tomado de spoilers.

Quanto à história não há muito o que dizer. Ela é uma adaptação do livro, muito bem feita, por sinal. Não há nada que falte que realmente tenha algum grande significado na história, não há grandes perdas. Não havia como ser diferente, de qualquer maneira. Esse é o último de 8 filmes. Todos os primeiros 6 poderiam até ter algum tipo de chamariz para espectadores que ainda não fossem fãs da série. Os dois últimos foram dedicados quase que exclusivamente aos fãs.

Não poderia ser diferente. Existem diversos easter eggs para os fãs. Para citar um exemplo ao menos, os diabretes que aparecem na sala Precisa enquanto Harry procura por um dos Horcruxes. São os diabretes que escaparam da sala de aula de Gilderoy Lockhart, no segundo filme. Fora isso, também é interessante ver como diversas coisas dos outros livros e filmes são resgatadas, como a câmara secreta, idêntica à do filme 2, e, principalmente, a fala "Você tem os olhos da sua mãe.".

Quanto à direção do filme, continua tão boa quanto as dois filmes anteriores da série por David Yates. O estilo sombrio continua, e o sangue - que apareceu praticamente pela primeira vez no filme anterior -, aparece ainda mais. A história se desenrola em um bom ritmo, com alguns pontos altos, principalmente a cena da penseira com as recordações de Snape. Na verdade, essa cena (com diversas explicações dos mistérios da série, revelações cruciais para se entender o filme e a série em si) é completamente marcante. Muito bem feita, com um ótimo nível de emocionalidade e sentimentalismo. Uma cena realmente profunda e que pode levar alguns às lágrimas. Há também momentos épicos, como a tentativa de proteção de Hogwarts e a destruição do castelo em uma grande batalha entre o bem e o mal.

O que sempre me incomodou em relação à série foi o fato de que os personagens malvados (exceto, talvez, por Draco Malfoy), são completamente malvados, e os do bem são extremamente bonzinhos. Apesar de serem o tempo inteiro atacados por feitiços que ocasionariam suas mortes, eles nunca tentam matar. O maior trunfo de personagem é, sem dúvida alguma, o Snape. Ele é o personagem mais instigante de toda a série.

Acima de tudo, não se pode esquecer que esse é o término de uma grande série. E ele acontece com chave de ouro. "Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2" acaba com a história de forma épica e maravilhosa, oferecendo o que se esperava, ou, até, quem sabe mais. O filme certamente teria uma nota excelente, mas, em suma, a série inteira é uma grande história que fascinou e fascina milhares, milhões de pessoas, e há de ficar na memória de muitas delas.
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Nota final: 5 de 5 estrelas

Wednesday, August 3, 2011

Filme: Alma de Poeta olhos de Sinatra


Sonhar com o encontro ideal faz parte do desejo de muitas jovens, por vezes estimuladas pelos contos de fadas como Cinderela, Rapunzel, A bela e a fera e outros tantos que induzem as meninas desde pequenas a pensar no tal príncipe encantado.

Em Alma de Poeta, Olhos de Sinatra (1996), a situação é diferente porque a jovem Frank não está a procura de um namorado, nem sonha com algo “abaixo do extraordinário” como assim o diz. Ela não está preocupada em encontrar alguém desesperadamente, mas sua amiga interpretada por Jennifer Aniston lhe alerta que já faz anos que ela não está em um relacionamento sério.

 Frank deseja um namorado com características próprias e algumas roubadas do cantor Frank Sinatra com quem seu pai trabalhou e estimulou a admiração pelo artista. Por isso, achar o par “ideal” é tão difícil.

O filme começa em preto e branco retratando a vida da jovem aspirante a atriz que sofre de insônia desde que seus pais morreram. Por conta disso, ela passa noites em claro, lendo autores como Bukowski, Dickens e gravando as frases mais marcantes e reflexivas. Em alguns momentos, ela se desloca até a varanda e joga pedrinhas na janela do vizinho, que na verdade é seu primo, e recita algo melancólico que acabou de ler.

Até que um dia aparece na cafeteria em que trabalha, um jovem com olhos azuis como os de Sinatra, e o filme que antes era em preto e branco transforma-se em colorido, como se a partir deste encontro a vida sem graça de Frank passasse a ganhar outro sentido.


Os dois desde o primeiro diálogo compartilham dos mesmos gostos, e uma chuva de citações invade a cena, deixando o telespectador encantado com as referencias literárias. David, o tal rapaz, também adora literatura e pretende ser escritor, conquistando o coração de Frank que até então não se apaixonara por ninguém.

Porém, Frank está de partida para Los Angeles onde fará testes para trabalhar como atriz junto com a amiga.  E eles tem apenas alguns dias de convívio que se tornam intensos com as semelhanças de gostos do casal.

Certo dia na cafeteria, todos os amigos de Frank estão dançando e ela também junta-se a David para se divertir, quando uma jovem entra no local dizendo ser a namorada do rapaz. De fato é, mas até o momento, quase metade do filme, ninguém sabia disso, nem o telespectador nem os personagens, deixando todos surpresos.

David não foi traiçoeiro, ele não teve relações com Frank nem beijo aconteceu, mas se sentiu tão envolvido com a jovem que não encontrou momento oportuno para revelar o segredo.

Frank fica triste e decepcionada, mas nada a desmotiva a conquistar David e a partir daí cenas lindas de romance acontecem. Eu sou chata para filme nesse gênero, mas Alma de Poeta e Olhos de Sinatra tem o diferencial no roteiro: simples, mas belíssimo e apaixonante.

Há também questões sobre homossexualidade no filme, pois o primo de Frank tem essa preferência sexual e por ter medo de contar ao pai, acaba fingindo um namoro com a amiga (Jennifer Aniston). Alguns trechos são bem engraçados, e não há aquele tipo de humor bullying no filme, provando que não é necessário humilhação para arrancar risos do público.

Tentei achar o trailer, mas não consegui. No Youtube só tem trechos do filme, mas acho que não é tão difícil de achar para baixar ou locar, quem tem Sky, pode procurar em busca que acha.

A trilha do filme também é ótima, confira uma delas:


Vale muito a pena assistir, fica a dica!
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