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Friday, September 23, 2011

NUNCA ANDE SEM O CINTO DE SEGURANÇA


Wednesday, August 3, 2011

Filme: Alma de Poeta olhos de Sinatra


Sonhar com o encontro ideal faz parte do desejo de muitas jovens, por vezes estimuladas pelos contos de fadas como Cinderela, Rapunzel, A bela e a fera e outros tantos que induzem as meninas desde pequenas a pensar no tal príncipe encantado.

Em Alma de Poeta, Olhos de Sinatra (1996), a situação é diferente porque a jovem Frank não está a procura de um namorado, nem sonha com algo “abaixo do extraordinário” como assim o diz. Ela não está preocupada em encontrar alguém desesperadamente, mas sua amiga interpretada por Jennifer Aniston lhe alerta que já faz anos que ela não está em um relacionamento sério.

 Frank deseja um namorado com características próprias e algumas roubadas do cantor Frank Sinatra com quem seu pai trabalhou e estimulou a admiração pelo artista. Por isso, achar o par “ideal” é tão difícil.

O filme começa em preto e branco retratando a vida da jovem aspirante a atriz que sofre de insônia desde que seus pais morreram. Por conta disso, ela passa noites em claro, lendo autores como Bukowski, Dickens e gravando as frases mais marcantes e reflexivas. Em alguns momentos, ela se desloca até a varanda e joga pedrinhas na janela do vizinho, que na verdade é seu primo, e recita algo melancólico que acabou de ler.

Até que um dia aparece na cafeteria em que trabalha, um jovem com olhos azuis como os de Sinatra, e o filme que antes era em preto e branco transforma-se em colorido, como se a partir deste encontro a vida sem graça de Frank passasse a ganhar outro sentido.


Os dois desde o primeiro diálogo compartilham dos mesmos gostos, e uma chuva de citações invade a cena, deixando o telespectador encantado com as referencias literárias. David, o tal rapaz, também adora literatura e pretende ser escritor, conquistando o coração de Frank que até então não se apaixonara por ninguém.

Porém, Frank está de partida para Los Angeles onde fará testes para trabalhar como atriz junto com a amiga.  E eles tem apenas alguns dias de convívio que se tornam intensos com as semelhanças de gostos do casal.

Certo dia na cafeteria, todos os amigos de Frank estão dançando e ela também junta-se a David para se divertir, quando uma jovem entra no local dizendo ser a namorada do rapaz. De fato é, mas até o momento, quase metade do filme, ninguém sabia disso, nem o telespectador nem os personagens, deixando todos surpresos.

David não foi traiçoeiro, ele não teve relações com Frank nem beijo aconteceu, mas se sentiu tão envolvido com a jovem que não encontrou momento oportuno para revelar o segredo.

Frank fica triste e decepcionada, mas nada a desmotiva a conquistar David e a partir daí cenas lindas de romance acontecem. Eu sou chata para filme nesse gênero, mas Alma de Poeta e Olhos de Sinatra tem o diferencial no roteiro: simples, mas belíssimo e apaixonante.

Há também questões sobre homossexualidade no filme, pois o primo de Frank tem essa preferência sexual e por ter medo de contar ao pai, acaba fingindo um namoro com a amiga (Jennifer Aniston). Alguns trechos são bem engraçados, e não há aquele tipo de humor bullying no filme, provando que não é necessário humilhação para arrancar risos do público.

Tentei achar o trailer, mas não consegui. No Youtube só tem trechos do filme, mas acho que não é tão difícil de achar para baixar ou locar, quem tem Sky, pode procurar em busca que acha.

A trilha do filme também é ótima, confira uma delas:


Vale muito a pena assistir, fica a dica!

Saturday, July 23, 2011

Thelma e Louise: um dos filmes mais feministas da história



Nesta semana assisti um dos filmes mais feministas de todos os tempos e olha que nunca tinha ouvido falar dele até então, desculpem a minha ignorância. Trata-se de Thelma e Louise, longa filmado em 1991 e dirigido por Ridley Scott.

O filme conta a história de duas mulheres, uma garçonete e a outra dona-de-casa, que largam tudo para tirar um final de semana de descanso, longe das desilusões as quais são submetidas diariamente.

Enquanto Thelma é maltratada pelo marido que age com ela como se fosse um cachorro vira lata, Louise trabalha como garçonete e seu namorado nunca está por perto quando ela realmente precisa de companhia.

Na viagem, as duas acabam fazendo uma pausa em um bar, bebem bastante e Thelma é paquerada por um rapaz. Ela dança com ele, mas depois começa a passar mal com a bebida. Ele a convida para ir até o estacionamento para “tomar um ar”. Mas, não é nada disso que acontece, ele tenta estuprá-la. Felizmente, Louise chega a tempo de salvar a amiga, usando uma arma para amedrontar o homem.
Ele deixa Thelma, mas ofende as duas com frases do tipo “era para eu ter trepado com ela” ou “chupem o meu pau”. Louise, com um sentimento de raiva, realiza o que todas as mulheres assistindo ao filme torcem para que ela faça, atira nele.

Thelma pensa em ir até a polícia dizer o que aconteceu, mas Louise recusa-se alegando que ninguém entenderia o motivo, porque no fim das contas, a mulher sempre acaba sendo culpada pela violência sexual.
Daí por diante, a trama segue com as duas sendo procuradas pela polícia. Porém, ao longo do filme percebe-se um sentimento de liberdade que antes as amigas nunca tinham vivenciado. Thelma que no início tinha um jeito meigo, quieto e submisso, acaba mudando totalmente. Ela conhece um ladrão, personagem interpretado nada menos do que por Brad Pitt, tem o primeiro orgasmo de verdade com o rapaz, mas não se apaixona por ele, a relação fica em torno do sexo, que antes não era e agora agrada.

Porém, Thelma também percebe vocação para assalto e comete um durante a viagem. Nesse momento, ela já tem iniciativa e começa a roubar a atenção do espectador que antes estava voltado para Louise.
Em uma das cenas, Louise pede para Thelma ligar para o marido para saber se a polícia já está a procura das duas. Thelma liga, e basta o marido dizer “Alô, Thelma”, ela já sabe que o telefone está rastreado. Isto porque ele nunca se preocupava com ela antes, era mal educado, grosseiro, e atende o telefone desta forma porque os policias pediram para que ele agisse com gentileza.

Na estrada, as amigas foram perturbadas várias vezes por um caminhoneiro. Ao fazer a ultrapassagem, elas eram insultadas por ele, com gestos sexuais ridículos, do tipo mexer a língua, apontar para o pênis e tudo mais de horrível que você possa imaginar. Chega um momento em que elas resolvem dá o troco. Convidam o homem para um local mais discreto e falam tudo que está engasgado. “Você gostaria que tratassem sua irmã ou sua mãe dessa forma”?

Essa frase é forte, porque quando um homem comete um ato digno de repúdio pelas mulheres ele nunca pensa que outros realizam o mesmo gesto com suas parentas. E na verdade, quando caminhamos pelas ruas, aos olhos dos outros, todas somos putas e por isso, acham que podem fazer o que bem entendem conosco.
Mas voltando ao filme, as meninas pedem para ele se desculpar, mas ele não faz. Então, elas atiram no pneu do caminhão e na carga que é de combustível causando uma imensa explosão, o que faz o cara ficar muito chateado. Já pensou, se todas agíssemos de maneira radical?

Por isso que sempre digo, quando um homem te falar algo na rua, revide, contra ataque, não ignore. Faça entender que ser insultada não é nada agradável, quando todas começarem a revidar, isso terá um fim.
Há um trecho, em que elas prendem um policial na mala do carro. E Louise diz algo como “está vendo como estamos hoje, tudo por causa do tratamento que nos foi dado, portanto, trate sua mulher bem”. Eu achei aquilo fantástico. Geralmente, a maioria dos homens nunca reflete como está agindo com a namorada.

Por exemplo, você mora numa casa com uma mulher. Tem o momento da janta, ela faz a comida, vocês sentam a mesa, comem e depois, você, o namorado, vai para o quarto ver televisão, enquanto a coitada está se matando lavando a louça. Parece algo simples, afinal você foi educado a não ajudar nestes momentos, deixá-la sozinha. Mas toda mulher se sente horrível com isso. Ajude-a, e se ela recusar, pelo menos fique ao seu lado conversando, o tempo pode parecer passar mais rápido, #dicadeamiga.

O fim é triste,  mas não vou revelar. Posso garantir, que Thelma e Louise aprendem uma lição de tudo o que viveram, a não mais depender dos outros e serem humilhadas, por isso até o fim não se entregam a polícia.
Então, vale a pena assistir o filme, é engraçado em muitos momentos e dramática, o assunto tem uma carga pesada, violência sexual, assalto, submissão, mas o roteiro é bem light e você acaba amando o longa depois que assiste.

Portanto, fica a dica para este fim de semana. Até!



Friday, July 15, 2011

Uma história diferente sobre Harry Potter


Hoje acontece a estreia oficial do último filme da saga Harry Potter, o chamado Relíquias da Morte parte II. O longa-metragem já é recorde de bilheteria nos EUA e acredito que não será diferente no Brasil pela fama do personagem que encanta adolescentes e também adultos.

A primeira vez que ouvi falar de Harry Potter era estudante do ensino fundamental (sou novinha gente!) e o primeiro livro sobre a pedra filosofal tinha acabado de ser lançado em 1997, mas ninguém ouvia falar muito na história.

Dois colegas meus já era fãns do personagem e começaram a inventar para nossa turminha que existia uma tal escola (referindo-se a Hogwarts) que ensinava bruxos. Eles contavam várias histórias para nós das aventuras, que já tinha visitado o local, que aprenderam várias mágicas e que conheciam três pessoas legais, chamados Harry, Hermione e Rony. Coincidência né?

Resumindo, eu sei que eles enrolaram a gente por um bom tempo, sempre com novidades sobre os “novos colegas” e só depois é que viemos descobrir que tudo não passava de relatos “roubados” dos livros da autora J.K Rowling.

Fantasia ou não, a brincadeira dos nossos amigos foi bem criativa, quem hoje em dia vai roubar histórias de livros para criar uma atmosfera diferente entre os colegas? Duvido muito. Mas, outro ponto importante da iniciativa de Lívia e Fernando (nome da dupla que mentiu para nós), foi incentivar a leitura.

Naquela época, a gente não tinha tantos livros juvenis fazendo sucesso e a escola sempre passava os clássicos da literatura para lermos, mas era tudo tão chato, não tínhamos maturidade para aquele tipo de leitura ainda, que acabávamos sem incentivo para tal atividade.

Eis que surge o tal bruxinho, e com a descoberta da história acabamos todos por acompanhar a série através dos livros. Só em 2001, que foi lançado o primeiro filme da história, mas aí já estávamos bem avançados sobre a vida de Harry.

Bom, eu acabei parando na leitura do quinto livro, porque as histórias começaram a ser tornar infantis em minha concepção, e olha que o bruxinho foi ficando adulto, hein! O fato é que as histórias não me agradavam mais e depois descobri “O mundo de Sofia” que direcionou meu hábito literário para outras vertentes.

No entanto, a saga Harry Potter não deixa de ter importância na minha vida porque foi o ponto inicial ao gosto pela leitura. Acredito que muitos jovens também tenha uma certa intimidade com livros depois que passaram a ler a história do bruxinho, o que é essencial. 

E para quem acompanha a série só tenho a desejar bom cineminha nesta sexta-feira!

Wednesday, July 6, 2011

O segredo : reflexão sobre filme francês para descontrair



Assisti recentemente “O segredo”, filme francês que relata a experiência de morte de mãe e filha depois de um acidente. Não sou do tipo espiritual, e apesar da semelhança do título, este texto não se trata daquele famoso livro que aponta a lei da atração e a importância do pensamento.

Si j'étais toi (título original) é uma história emocionante sobre uma família, em que como em muitas casas, a adolescente não tem bom convívio com os pais. Sam, a filha chata, não conversa muito com a mãe, ignora o pai, e se recusa a expor momentos de afeto com a família. Há uma cena em que sua mãe, Hanna, lhe pede um beijo e ela por muita insistência realiza o ato e posteriormente pergunta ‘satisfeita?’.
 
Antes de uma determinada viagem, Hanna tem uma noite maravilhosa com o marido que é oftomologista , eles transam na sala, e a frase que marca o filme é a que ele lhe diz “Vi quinze pares de olhos hoje mas meu dia não começa enquanto não vejo os seus”.

No dia seguinte, quando mãe e filha viajam, um acidente acontece e a dupla é encaminhada em estado grave para o hospital. O pai chega a instituição e percebe as duas lado a lado, respirando através de tubos, a mãe minutos depois, não resiste e morre.

A situação fica complicada, e é a partir daí que o filme chama atenção porque a filha está com o corpo intacto, mas sua mente é de Hanna. Ela está presa no físico da filha e faz de tudo para provar ao marido que ela é sua esposa, e não a filha.

Hanna consegue fazê-lo entender, mas não pode dar continuidade a vida que levava e decide experimentar as ações da filha. Vai à escola depois de anos, conhece os amigos, freqüenta festas e usa até mesmo drogas.
Seria legal se nossos pais pudessem vivenciar um pouquinho da nossa vida, não acham? Principalmente na adolescência, época mais complicada, um transtorno mental, eu que o diga, fui problemática demais com minha mãe, porque ela não me entendia e nem tão pouco eu a compreendia também.

Mas voltando ao filme, Hanna descobre que sua filha a amava demais através de relatos em seu diário. Prova disso, é que até a senha do armário escolar é composta da data de aniversário da mãe.

Um pouco mais tranquilia diante do fato, a mãe também tenta reviver os sonhos que não realizou por ter deixado tudo para virar dona de casa. Como era fotografa amadora, decide se especializar no colégio e registra todos os momentos, encontrando assim, um novo sentido para a vida, uma segunda chance para fazer o que não fez em detrimento do sucesso do marido.

Quantas mulheres não deixam tudo para anularem-se por um grande amor? Nem sempre há uma segunda chance e Hanna pode experimentar isso. Ela também descobre que a filha já tinha vida sexual ativa, sente desejos, os hormônios adolescentes fervem em seu corpo, mas neste sentido, ela não aproveita, mantêm e fidelidade ao marido.

Acho que o diretor do filme, Vicent Perez, não quis ser tão radical, afinal mexer com a vida sexual de uma mulher pode trazer sentido negativo para a reputação do filme, caso de machismo detectado. Plim, plim, plim!

Outro ponto importante são os sentimentos do marido que não pode ter a mãe em corpo de filha como mulher, e sente-se confuso o tempo todo. Ele não aceita a nova vida de Hanna, tem ciúmes, age mais como pai do que como marido.

Procura os novos amigos de Hanna, reclama, questiona o uso de drogas, mas este ponto no filme é bem light, não há dependência, é bem curtição adolescente mesmo.

O fim, claro eu não vou contar, mas a história vale a pena pela reflexão que propõem sobre como os pais poderiam entender melhor os filhos se conhecessem mais a vida dos adolescentes, as amizades, as experiências.

A distância entre pais e filhos muitas  vezes ocasiona o crescimento de um estranho em casa e no futuro, isto pode gerar conseqüências graves e negativas.






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