Opinião e público são dois termos, digamos, controversos. A opinião é digna do individuo, e o público não é um ser, mas um amplo contingente de pessoas.
Você poderia argumentar que a opinião poderia ser pública, porque pessoas podem ter a mesma opinião. Mas será que o contexto, e os valores que cada um possui, não podem dar um aspecto individual a esse pensamento de determinado assunto?
Hoje, a CNT/Sensus divulgou a pesquisa que Serra venceria Dilma com 40,4% das intenções de voto contra 23,5% da petista. Em março, Serra tinha 45,7% e Dilma 16,3%.
Antes mesmo de começar uma disputa política, já se tem dados de quem seria o vencedor. Engraçado que esse tipo de avaliação reduz a problemática maior do que seria uma disputa política, não aquela baseada em números, mas em argumentos de credibilidade que fariam do candidato o nosso real presidente.
O que adianta Serra ter 40,4% de favoritismo se a mídia em si não mostra as qualidades desse candidato? Mudar a minha opinião apenas porque a “opinião da maioria” é esta seria talvez, negligente de minha parte.
Eu, como cidadã, ainda não sei qual será a minha decisão. Nem estou aqui para fazer propaganda política de ninguém. Mas a partir da leitura do texto de Patrick Champagne – Formar a opinião – O novo jogo político, pude incrementar idéias a um pré-pensamento que já tinha, a opinião pública como instrumento de poder ou a inesitência dela. Champagne vai dizer que não existe verdadeira opinião pública, porém há uma definição social mutável, referindo-se ao campo social dos agentes com interesse em invocá-la ou manipulá-la.
De que forma podemos realmente confiar nessa pesquisa de opinião? Será que dev
Aplica-se 10 questionários. Dos 10, 8 são a favor, de Serra, por exemplo. Então num todo eles concluem que 80% da população é favor, mas retiram apenas os questionários feitos na primeira região e não na segunda. Mas se fosse o contrário, teríamos um outro resultado.
Por isso, é fácil prever alguns resultados e manipula-los ao seu favor. Alguns políticos até incluem as pesquisas em seus programas eleitorais para reafirmar o quanto são populares e o
Eu prefiro não concluir por números. Independentemente se a 99% da população é a favor, eu prefiro ainda escolher pelas ações e não pelo velho ditado machista “Maria vai com as outras”.