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Monday, June 29, 2009

Um sinal vermelho e uma briga de casal tem muito em comum


O possível significado de toda essa história começa numa sexta-feira. Na volta de uma viagem à Salvador, paro o carro no acostamento a pedido de um dos meus acompanhantes, ele sai com uma finalidade pessoal, enquanto percebo que há um carro parado logo atrás do meu.

Desloco-me até o carro e pergunto se o rapaz que estava na condução precisa de ajuda. Uma luz vermelha no painel do carro transmitindo-lhe a informação “Stop” estava acionada, e esta era a grande dúvida do rapaz, seguir naquela forma até o posto mais próxima para colocar o óleo que faltava no motor, ou desligava o carro e não mais prosseguia até resolver o dilema antes que este se tornasse maior com o “bater do motor”.

Com a maior segurança e conhecimento passo a informação positiva ao rapaz. Siga, pode seguir! O carro não vai dar nenhum problema.

Sei que quando quero ser convincente eu sou, e esse dia foi um daqueles. Eu mandei o rapaz seguir, preste bem atenção nisso.

Prosseguimos a viagem e chegamos tranquilamente em Feira de Santana. Já estava com uma viagem marcada também para o dia seguinte, onde passaria o meu primeiro São João na cidade de Amargosa ao lado de minha namorada.

Viajamos no dia marcado, às três horas da tarde. O carro não apresentou nenhum defeito, nada de estranho. Afinal, eu sempre estou fazendo revisões e cuidando dele para que não haja chances para futuros problemas.

Chegamos a Amargosa. Curtimos cinco dias de festa. Um maravilhoso feriado eu pude presenciar. Não focalizando o texto na cidade nem na festa, mas sim no acontecimento de sexta-feira prossigo agora com o relato da volta anunciado para quarta-feira aos meus amigos.

É valioso salientar que na casa onde ficamos estavam presentes amigos e muitos casais. Um desses casais era o meu primo Lucas e sua namorada Roberta. Nesse mesmo dia os dois tiveram um desentedimento e eu que viajaria apenas em companhia de minha namorada não fiquei mais sozinho por conta da ida antecipada do meu primo. Além dele, outro casal resolveu acompanhar-nos e a viagem tornou-se muito mais segura na presença de três carros em associação na viagem.

Seguimos adiante, e logo na saída o meu carro aponta uma luz vermelha piscando e o sinal de “Stop”. O computador de bordo avisa “Insuficiência de pressão. Óleo motor”. Ou seja, era preciso que reabastecesse o óleo. Mas o óleo estava completo, não havia necessidade de pôr mais. Como de inicio não havia nenhum barulho estranho continuei viajando com o carro.

Alguns quilômetros depois, já saindo de Amargosa, perto de um povoado o carro começa a fazer um som diferente. E o sinal continua em alerta. O meu primo desce do seu carro, pergunta-me se quero desistir da viagem e comprar óleo num posto mais próximo, mas a meu ver a situação não era grave e decido partir assim mesmo.

Mais adiante o barulho aumenta assustadoramente. Como se uma peça estivesse solta batendo em outra. Paro imediatamente o carro. Desço, mas como não sou mecânico todas aquelas peças soam de maneira estranha para mim, uma outra língua. O meu primo novamente vem ao meu encontro, mais ele também não entende de carro.

O medo atinge a minha alma, só penso uma única coisa: “O motor bateu”. Para quem não sabe o motor é a peça mais valiosa do carro, ele possuindo algum defeito é um enorme prejuízo. Eis a minha preocupação.

E logo me recordo da sexta-feira. O carro do rapaz deu o mesmo sinal e eu o mandei seguir. Será que ele teve problemas também com o motor? Será este um castigo por falar demais sem ter conhecimento sobre o assunto?

O meu carro não tinha nenhum problema. Sempre fiz revisões, a ida para Amargosa foi tranqüila, ele não apresentou nenhum defeito. Como agora, do nada ele me deixa na mão?

Mas ele não me deixou. Ele avisou. O sinal vermelho era justamente o meu guia, e eu não quis seguir. Se o carro manda parar, por que eu continuei andando? E ele avisou logo na saída da cidade, mas eu prossegui até uma área deserta. Estamos parados no acostamento estreito de uma pista perigosa. Distante da cidade, sem comunicação alguma, pois os celulares de qualquer operadora aqui não pegam.

E se o meu primo não tivesse tido aquele problema, eu teria voltado sozinho com a minha namorada, e estaria agora pedindo por ajuda, até conseguir ir à cidade mais próxima ligar para a seguradora.

Todos os fatos se entrelaçam. O sinal vermelho da sexta-feira. O relacionamento afetado do casal e a minha viagem.

Um conhecimento eu pude tirar de toda essa história. Jamais transmitir um entendimento sem o ter. Eu pequei por duas vezes. A primeira quando mandei o rapaz seguir, sem saber se estava certo ou errado. Ele pode ter tido o mesmo problema e ser uma pessoa de condição financeira baixa e não ter o dinheiro necessário para pagar o conserto do motor. E a culpa foi minha que mandei seguir.
Novamente eu passo pela mesma situação e persisto no erro. O meu carro dá sinal vermelho e insisto em seguir.

Pode ser coincidência, pode ser o destino, pode ser um castigo. Só a interpretação de cada um julgará o fato da melhor forma que lhe é analisada. Mas no final o prejuízo foi exclusivamente meu.



* Um história real
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