O possível significado de toda essa história começa numa sexta-feira. Na volta de uma viagem à Salvador, paro o carro no acostamento a pedido de um dos meus acompanhantes, ele sai com uma finalidade pessoal, enquanto percebo que há um carro parado logo atrás do meu.
Com a maior segurança e conhecimento passo a informação positiva ao rapaz. Siga, pode seguir! O carro não vai dar nenhum problema.
Prosseguimos a viagem e chegamos tranquilamente em Feira de Santana. Já estava com uma viagem marcada também para o dia seguinte, onde passaria o meu primeiro São João na cidade de Amargosa ao lado de minha namorada.
Chegamos a Amargosa. Curtimos cinco dias de festa. Um maravilhoso feriado eu pude presenciar. Não focalizando o texto na cidade nem na festa, mas sim no acontecimento de sexta-feira prossigo agora com o relato da volta anunciado para quarta-feira aos meus amigos.
Alguns quilômetros depois, já saindo de Amargosa, perto de um povoado o carro começa a fazer um som diferente. E o sinal continua em alerta. O meu primo desce do seu carro, pergunta-me se quero desistir da viagem e comprar óleo num posto mais próximo, mas a meu ver a situação não era grave e decido partir assim mesmo.
O medo atinge a minha alma, só penso uma única coisa: “O motor bateu”. Para quem não sabe o motor é a peça mais valiosa do carro, ele possuindo algum defeito é um enorme prejuízo. Eis a minha preocupação.
E logo me recordo da sexta-feira. O carro do rapaz deu o mesmo sinal e eu o mandei seguir. Será que ele teve problemas também com o motor? Será este um castigo por falar demais sem ter conhecimento sobre o assunto?
Mas ele não me deixou. Ele avisou. O sinal vermelho era justamente o meu guia, e eu não quis seguir. Se o carro manda parar, por que eu continuei andando? E ele avisou logo na saída da cidade, mas eu prossegui até uma área deserta. Estamos parados no acostamento estreito de uma pista perigosa. Distante da cidade, sem comunicação alguma, pois os celulares de qualquer operadora aqui não pegam.
Todos os fatos se entrelaçam. O sinal vermelho da sexta-feira. O relacionamento afetado do casal e a minha viagem.
Um conhecimento eu pude tirar de toda essa história. Jamais transmitir um entendimento sem o ter. Eu pequei por duas vezes. A primeira quando mandei o rapaz seguir, sem saber se estava certo ou errado. Ele pode ter tido o mesmo problema e ser uma pessoa de condição financeira baixa e não ter o dinheiro necessário para pagar o conserto do motor. E a culpa foi minha que mandei seguir.
Novamente eu passo pela mesma situação e persisto no erro. O meu carro dá sinal vermelho e insisto em seguir.
Pode ser coincidência, pode ser o destino, pode ser um castigo. Só a interpretação de cada um julgará o fato da melhor forma que lhe é analisada. Mas no final o prejuízo foi exclusivamente meu.
* Um história real