Uma Ferrari 360 Modena amarela virou a atração de um empoeirado pátio de veículos apreendidos em Bertioga, no litoral de São Paulo. O carro foi parado pela Polícia Rodoviária em 29 de dezembro em Boraceia. Descobriu-se uma dívida superior a R$ 70 mil em multas e impostos estaduais e federais - e a Ferrari foi para o pátio.
Naquele dia, foi um frisson entre motoristas que esperavam no pátio para retirar seus carros. Todos queriam uma foto, diz Bruno Ferreira, 22, funcionário do pátio. Dono de um Gol 1.0 2002, ele foi um dos poucos a dirigir a Ferrari. Após três meses, o carro vai a leilão. Há 3.000 veículos, motos e ônibus lá; por dia, chegam 30.
O proprietário é o construtor Flauzio Santana, de Praia Grande. Ele limitou-se a cobrir o carro com uma capa - e não apareceu mais. Santana responde a processo por lavagem de dinheiro do tráfico, o que nega. À margem da apreensão, a Ferrari virou mote para uma discussão virtual que opõe paulistanos e praia-grandenses. Tudo começou quando um vídeo do carro em Praia Grande foi para o YouTube.