Salve salve amigos e leitores do BA! Estamos de volta (com um pequeno atraso de pouco mais de 1 mês) com mais um post da série Caldeirão do Xunning! No episódio de hoje, vamos conhecer o Marcio de Moraes, de 43 anos e morador de Socorro, interior de São Paulo. Ele tem uma VW Brasília 1978 que comprou e quase nunca usa por estar um tanto “caindo aos pedaços” (o que por mim não procede, já que eu vejo carros em piores condições rodando, se comparado à “Brasa” dele).
Quem escreveu a carta para o Lata Velha foi a Ana, patroa da fazenda onde Marcio trabalha e vive. Segundo a carta, Marcio era analfabeto e trabalhava desde pequeno na roça, mas depois que começou a estudar depois de adulto, por insistência da patroa, sua vida começou a melhorar. Melhorou a tal ponto de sua família melhorar de vida e de comprarem um carrinho, no caso a "Brasólha". A grana pra comprar o carro eles tiveram, mas pra mantê-lo em ordem…
Foi com essa história que Luciano “ET” Huck e sua equipe foram para Socorro, capturar a “Brasa” do Márcio. Para isso, a equipe bolou o seguinte “plano infalível”: eles criaram a “agência nacional para assuntos extraterrestres”, com direito a uma grande equipe e tudo mais, inspirado no filme MIB (Men In Black). Antes de a tropa do Caldeirão “aterrissar” em Socorro, dois membros da produção estiveram no sítio fazendo uma suposta pesquisa estudantil junto com Márcio, aparentemente sem despertar nenhuma suspeita.
Com a participação da dona do sítio, vai rolar uma certa tensão quando Marcio ver toda aquela equipe com militares, médicos e os tais extraterrestres. Em uma breve conversa, Márcio diz que tocou nos "ET's", e que por causa disso teria que fazer uma descontaminação em uma das ambulâncias, e é lá que Huck, disfarçado de médico o aguarda. Conversa vai, conversa vem, Márcio fica ansioso com a tal descontaminação. Mas no decorrer da conversa Huck abre o jogo e diz que o Lata Velha era com ele.
Feitas as apresentações, Huck segue com Márcio até a casa dele, localizado a alguns metros ao fundo da sede do sítio, e lá Huck conhece o restante da família Restart de Márcio. Por ser uma Brasília, o desafio feito a Márcio e seus filhos estava bem na cara: interpretar os Mamonas Assassinas cantando “Pelados em Santos”. Desafio aceito, a “Brasa” vai pra oficina, e Márcio vai para um lugar diferente antes de ir para o estúdio no Rio de Janeiro. O local? O Autódromo de Interlagos, na capital paulista. Lá, Márcio foi de carona dar uma volta no circuito a bordo de um Peugeot 307 da Stock Car, com o piloto Nonô Figueiredo, pra ver se dava uma “sacudida na carcaça” deste humilde caipira, e no dia seguinte, já no Rio, Márcio realiza mais um sonho: conhecer o mar caminhando na Praia da Barra.
Mas como nem tudo era apenas passeio, o treinamento começou puxado para ter sua “Brasória” de volta, juntamente com o coreógrafo Fly, e na oficina o trabalho de modificação do carro tinha dado inicio. Em ambos os casos, aparentou ser mais fácil do que imaginava. Chegada a hora da apresentação, Marcio e seus amigos “soltaram a franga” e incorporaram o grupo Mamonas Assassinas, com direito a Marcio interpretando o Dinho e puxando a zorra toda (dessa vez não deu pra saber se rolou playback, mas ainda acho que teve) para delírio do publico presente no estúdio do Caldeirão.
E como sempre, o carro sempre volta para o dono. Vejamos como era e como ficou o carro. Antes era assim:
E ficou assim:
Bom, tenho que admitir que dessa vez fizeram uma customização interessante, mas que ainda contém resquícios de xunning no carro. Vamos as modificações: faróis com angel eyes, pintura amarelo flake com verniz anti riscos, saias e bordas dos pára-lamas pintados de cinza, assim como as máscaras dos faróis, rodas da versão de exportação, rack de teto de VW Parati quadrada, parachoques tubulares com quebra-mato incluído na dianteira e suporte para estepe na traseira, finalizando com estribos laterais.
A suspensão foi elevada e os pneus são mistos, da Goodyear. No porta malas, kit de ferramentas e dois módulos de potência para o som. No interior, detalhes em amarelo de doer os olhos com painel modificado incluindo som com tela de DVD retrátil e alguns poucos relógios em um console central feito para o modelo. No motor, teve melhorias como retífica e sistema bicombustível, assim como a dupla carburação com filtros esportivos, finalizando com um toque xunning com desenhos de foguinho (motor flex carburado? #comofaz o.o*).
Veredicto: ficou uma customização interessante, mas com detalhes facilmente dispensáveis por se tratar de um veículo que será usado mais na zona rural do que a urbana (vide módulos de potencia que ocupa metade do porta-malas). Por ter tido os estofamentos refeitos, mereciam ter encosto de cabeça, pelo menos nos bancos dianteiros. Só não vou elogiar mais pois da última vez que elogiei muito um carro da série (mais precisamente a Belina “Ambulância Canina”), a equipe do Lata Velha teve uma recaída TENSA O.o*, transformando um Volkswagen Logus em um… Bem clique aqui e veja se tiver coragem .
Nota: devido a falta de tempo para edição de algumas postagens, ficarei restrito apenas aos posts da série Caldeirão do Xunning, e ainda assim não darei garantia de as postagens aparecerem o mais rápido possível. Agradeço a compreensão.
Texto, Edição e Montagem: Kiko Molinari Originals®